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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Qual é a pessoa que nunca sentiu sentimentos de insegurança pessoal? Que nunca temeu que os velhos fantasmas e farrapos emocionais voltassem ao presente, nem que sejam por breves minutos ou horas? É deveras injusto sentir que o Mundo é tão frio e despido de sentimentos, que existem pessoas que não temem atingir e magoar outras, seja por que meio for...não olham a despesas nem obstáculos, simplesmente disparam e esperam que o tiro atinja o alvo. Sinceramente, já queria ter desabafado isto por aqui, mas faltava-me a coragem de escrever o que sinto, porque isto significa que a minha armadura voltou a falhar e que ainda precisa de reforços pessoais e emocionais. A pessoa ousada que disparou o tiro feriu-me, mesmo que eu nunca a tenha conhecido ou visto sequer, mas a realidade é que eu tomei a decisão de acreditar na versão contrária aquilo que ela me apresentava...e sinto-me bem com essa decisão, sinto-me feliz com a forma que escolhi ultrapassar a tempestade. Mas depois a tempestade traz sempre uma certa escuridão ao coração, que por mais que eu a tente ignorar e fazer até troça dela, não a consigo ultrapassar em determinados momentos do meu quotidiano. E se calhar penso que estou a lidar com isto da forma errada...não contar a ninguém não me ajudou em nada até agora e estou a regredir a uma fase da minha vida em que não lidava com os sentimentos negativos apenas porque estes geravam-me desconforto ou dor. Temo ter aberto em demasia o meu coração, talvez como nunca o fiz, sendo que aprendi agora que a vulnerabilidade provém desta mudança radical que fiz. Não me arrependo de ser uma pessoa mais conectada com as minhas emoções, mas tenho de aprender a defender-me mais emocionalmente das pessoas que merecem isso. Um dia de cada vez, certo? A vida não teria piada se fosse um trajecto de recta infinita...e eu começo a encarar os obstáculos como uma pequena guerreira, com os meus próprios punhos e com toda a minha força interior. Quando cair em batalha...eu volto a erguer-me, pois a minha (curta) vida encarregou-se de me ensinar isso - e nem sempre da melhor maneira. 

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