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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."


Uma manhã fria, preenchida com a chuva que batia furiosamente na janela do quarto. Ao longe, ouvia-se o trânsito, o passo apressado de inúmeras pessoas à procura de uma protecção do temporal; e depois tínhamos um jovem casal, que se aquecia e encontrava-se alheio à confusão do quotidiano. Estavam numa bolha particular, depois de uma noite bem dormida, bem suada e aquecida. Um beijo cúmplice e carinhoso leva a algo mais insano, onde apenas os lençóis são testemunha. As unhas longas dela marcadas nas costas bem definidas, a barba por fazer a roçar na nudez do tronco dela. O torcer dos longos cabelos dela apenas numa mão dele e um beijo selvagem, onde não sabem quem domina e quem é submisso; a união de dois corpos, os gemidos escandalosos, as pingas de suor na testa, as mordidas leves na orelha...olho no olho, pele na pele.

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