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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Eu tenho de ser (e muito) agradecida pelas todas as coisas más que já me aconteceram, pois foram estas que me fizeram crescer. E não, antes que me comecem a chamar nomes nos comentários, eu não endoideci. Já tive tantas perdas e baixas na minha vida. Duas em particular, que às vezes são o motivo das minhas lágrimas antes de adormecer...e olhem que já passou anos desde que elas aconteceram. Considero que todas as pessoas têm a capacidade de superar determinadas dores e aprender a sorrir com elas. Mas existem outras que, por maior que seja o nosso desejo, não conseguimos deixar no passado. Tenho saudades de te abraçar, de observar o teu sorriso, a tua bondade para com os outros. Mas esta saudade ensinou-me tanta coisa: a lutar por quem amo, a ser persistente nas minhas ambições e sonhos, a sorrir todos os dias ao acordar, por simplesmente estar viva. Caramba, estou a ter um ano difícil de faculdade, confesso. Não foi nada agradável ter de colocar uma máscara e dizer que estava tudo bem, quando por dentro estava a consumir-me em chamas, a agonizar em dores, a não compreender os outros. Mas a máscara está a começar a tornar-se desnecessária, porque ninguém merece tanta agonia da minha parte. Tenho convivido comigo própria: a aprender (novamente) quem sou e o que gosto, optar por um estilo de vida mais saudável e recheado de desporto, a fortalecer relações familiares - pois amigos temos muitos, mas sangue é para sempre - e a deixar de procurar alguém que me dê o devido valor. Concentrar-me nos estudos, actualizar-me nas séries, ler um bom livro, conhecer locais novos. Tentar ser menos fria e a tarefa de confiar nos outros é que têm sido mais difícil, porque a minha habilidade de confiar não estalou nem rachou, partiu mesmo. Tenho tentado não fazer os outros pagarem pelo tiro que me deram e peço-lhes que sejam pacientes...é uma questão de curar, de perdoar, mas não de esquecer. É obrigatório reconhecermos os nossos erros, sim, mas é igualmente ou até mais importante assimilar o quanto os outros erram perante nós. É uma questão de crescer.

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