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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Assim como Eva mordeu a maçã no paraíso, ela naquela noite sentiu-se tentada a ousar. Largar as ideologias, o que a sociedade achava ser correcto. Não queria ser mais a santa, a que passava despercebida...quis realizar um fetiche. As habituais calças de ganga e camisas foram abandonadas no fundo do armário e trocadas por uns leggings de couro e um corpete vermelho escuro com rendas e botões pretos. O cabelo, habitualmente encaracolado, foi alisado e penteado em arco para trás, cobrindo o início das costas. Os olhos cobertos de sombra escura, pestanas bem salientadas, lábios brilhantes, mas cheios de sede. Uma noite perfeita: céu estrelado, lua cheia, propícia para a predadora que ela decidiu ser hoje. Ela tinha um alvo, aquele que a fazia sentir-se eléctrica apenas com um sorriso. Aquele que era tão proibido para ela, mas tão desejado. O fruto proibido, a maçã do pecado, pendurada na mais bela árvore. Ele era tão tentador. Sorriso quente, costas largas, barba por fazer...o olhar dele aquecia todo o corpo da pecadora. Todas as mulheres têm os seus desejos: no caso dela, uns seguiam os seus desejos sexuais, outros serviam o amor. Os extremos, sempre os malditos extremos. Porque não conseguia separar os sentimentos da acção? Sabia perfeitamente que se avançasse e joga-se o velho jogo com ele, novos sentimentos apareceriam. Ela sou eu, e eu não sei se estou disposta a sofrer, seja por fantasias, sentimentos ou acção...mas por um fetiche, serei eu capaz de deixar as minhas regras e ideais por um aquecimento numa noite fria?

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