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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

A vida é preciosa de mais para ser desperdiçada com pormenores irritantes. A guerreira dentro de mim não morreu, adormeceu, até hoje. Sempre lutei contra a sociedade, sempre gostei de ser rotulada como a rebelde e má influência, porque deixei apagar a chama que aquecia o meu espírito? Sim, tive grandes perdas em tão curto espaço de tempo e não deixo de ter saudades dessas perdas que levaram a minha inocência e luminosidade. Imaginem que uma quase roubou todo o meu coração, desfez-me por inteiro, atirou-me para a escuridão! Foi o primeiro que eu amei, o que me ensinou a confiar nas minhas capacidades, o meu príncipe das trevas, a minha metade da laranja...não sabem as saudades que eu tenho da vida que estávamos a construir juntos. Eu ainda hoje sinto que preciso do teu amor, da tua mão bem apertada à minha. O que eu chorei a desejar voltar a ver-te, nem que fosse por cinco minutos. Mas sei que não posso, apenas a minha fé diz-me que um dia vou voltar a ver-te e eu agarro-me a essa esperança. "A vida é bonita", palavras essas que dizias perante a minha teimosia constante e meia que infantil. Eu segui em frente, porque to prometi. Outros resolveram que destruir o meu coração, já frágil, era uma boa ideia. Mas não foi. Foi o que me fez usar máscaras, a esconder-me atrás do meu estilo e a refugiar-me na solidão, física e espiritual. Ver o meu melhor amigo partir para outro país foi ainda pior, mesmo que lhe tenha escondido tal aspecto, porque sei que ele precisava imenso de se sustentar. Mas estes cinco anos não foram uma maré negra. Dentro de muitos momentos podres, tive uns raios de luz que me seguraram quando eu queria juntar-me a ti e deixar tudo e todos para trás. O ensino secundário tornou-me uma pessoa forte e resistente psicologicamente, a faculdade tornou-me, aos poucos e poucos, novamente sociável. Ao princípio era-me difícil ser uma pessoa amorosa, daquelas que gosta de dar abraços a quem precisa e recebe-los...penso que muitas vezes a M. pensava que eu era bipolar ou maluca varrida! Coitada das vezes que a minha melhor amiga pensava que eu a detestava por não a acarinhar. Foi preciso muito tempo de convivência para ela se aperceber que eu sou fria em gestos, mas quente em palavras. Apaixonei-me no segundo ano da faculdade, depois de tantos amores e desamores...resolvi ser boa ideia agir como uma criança quando ouve um não, fazer birra, destruir uma amizade que não sei se algum dia vai ter conserto. Espero que sim, porque eu teimo em acreditar que ele não vai desistir de mim, ele disse-o. Resolvi continuar a errar, em vez de parar e ficar sozinha, por duas vezes: falta de carinho, atenção, companheirismo, medo de acabar sozinha...mas nada de paixão e amor. E agora? Vou continuar a destruir tudo em que toco? Chamadas à atenção não me faltaram e eu finalmente interpretei-as. "Volta a ser a cátia que conheci, por favor." - eu estou aqui, de corpo e alma, pronta para ser eu, depois de cinco anos. Estou farta de me importar com a opinião dos outros sobre os meus sentimentos e escolhas, sobre os meus comportamentos ou amizades que escolho (e que me escolheram). Quero acreditar que ainda vou a tempo de aproveitar o verão! Quero (re)colocar os meus pés na praia, divertir-me de verdade com os que amo, sair de casa com a cabeça erguida, ser irreverente e espontânea e lutar pelas pessoas que desiludi e que estão à espera de uma atitude de mulher, mulher essa que quer voltar a lutar e a reacender a chama da vida, de forma a não aquecer apenas a sua alma, mas sim pegar fogo a uma floresta completa.

 

"I'm a fighter. I refuse to give up."

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