Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Ela provoca o macho, fazendo com que ele se sinta como uma presa fácil. No mesmo ambiente de trabalho, patrão e secretária trocam as suas posições de poder sem trocar de cadeiras. Ele observa-a a cruzar as pernas, fixando-se nos pés e nos exuberantes sapatos vermelhos que ela inocentemente calçou naquela manhã. Ele levanta-se para colocar o ar condicionado mais frio, tamanho o calor que sente. Ela aproveita o breve momento de expiação dele para abrir o botão da camisa branca social que traja, mostrando o inicio de um decote bem proporcional…ele engole em seco com tal gesto. A vontade de a jogar em cima da mesa e torna-la sua é enorme, mas os deveres profissionais estão primeiro…uma, duas, três reuniões no mesmo dia, com  a diaba de sapatos vermelhos a passear o pé esquerdo na virilidade masculina, por baixo da longa mesa de madeira escura. Quando o relógio assinala as dezanove horas, o expediente termina com a secretária a arrumar o material dentro da mala e a desejar um bom serão ao patrão. Ele fica a observar o corpo voluptuoso a entrar no elevador, para logo depois tirar a gravata vermelha e servir-se com um copo de whisky, observando a cidade brilhante aos seus pés. Até sentir outro corpo encostar-se ao seu…o perfume característico invade o espaço rodeado por paredes de vidro; a gravata é usada como uma penumbra visual, onde, logo depois de ser sujeito a uma cegueira temporária, é forçado a caminhar até sentir algo macio nas costas. Os lábios dela passeiam pelo pescoço, enquanto ouve-se sussurros dos desejos carnais ali presentes. Ele sente algo gelado rodear ambos os pulsos e, logo de seguida, a gravata é retirada. Era ela, vestida com uma diminutiva lingerie vermelha, que contrastava perfeitamente com a pele albina. Ela serpenteia o corpo pelo homem aprisionado, provocando arrepios saborosos e um calor abrasador. As bocas colam-se, num beijo escaldante e terno…logo a  camisa e as calças são projectadas pelo quarto escuro, bem como a ultima peça que os separa de se tornarem num só. De repente, ela encaixa-os de uma forma violenta, os quadris a chocarem fortemente, respirando irregularmente e o sobe e desce cada vez mais rápido, até que existe uma entrega total ao momento. Os olhares cruzam-se e o patrão estremece ao ver a secretária montada em si, a tomar para ela o prazer merecido. O cheiro de sexo no ar…a intensidade e insanidade do momento carnal e deveras prazeroso.  


21 comentários

Comentar post

Pág. 1/3