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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

2007-2012. Cinco longos anos em que aprendi a viver sem os teus cigarros de mentol, a tua barba por fazer e as tuas botas militares. Durante este tempo, foram muitas as vezes em que chamei por ti e que desejei ir para o teu lado, na eternidade. Não te vou dizer que foram meses de automutilação emocional, porque aí estar-te-ia a mentir. Quando me pediste para ser feliz, quando eu te fiz aquela promessa, eu tinha, tenho e vou sempre ter a intenção de a cumprir. Eu ri, chorei, gritei e até me apaixonei, mas não amei. E eu sei que tenho um grande coração e que sou perfeitamente capaz de amar, mas precisei deste tempo todo para perceber o motivo pelo qual nunca fui capaz de dizer um “amo-te” a nenhum homem depois de ti. Eu andava à procura de alguém igual a ti. Alguém que fosse extremamente cavalheiro, que me chamasse princesa todos os dias e que me defendesse de tudo e todos. Que esperasse todos os dias por mim no portão da escola, que me fizesse rir ao armar-se em convencido ou que fumasse aqueles irritantes cigarros de mentol que tu idolatravas. Que, simplesmente, me amasse, incondicionalmente, como tu fizeste. Não fazes noção das vezes em que me fechei quando alguém tentava aproximar-se do meu coração. Eu comparava todos os potenciais a ti. Eu coloquei-te num pedestal inalcançável e se ninguém fosse igual a ti, então não servia para me amar. Foram anos de luto, meios que necessários. Mas eu abri os olhos quando, no ano passado, bati no fundo. Foi difícil deixar-te ir querido, mesmo que tu já tenhas partido há muito tempo. Eu já não sou aquela miudinha de catorze anos que encontrou o seu príncipe encantado e que queria um “felizes para sempre”. Entrei neste ano a perceber que nunca vai existir ninguém igual a ti, porque tu foste tu, basicamente. Em 2013 eu não quero procurar por alguém igual a ti, porque hoje sei que isso vai ser uma perca de tempo e eu apenas vou acabar por ficar sozinha se o fizer. Eu coloquei a nossa história numa estante, comprei um livro novo e vou abrir o coração para uma pessoa nova, que traga mistério e alegria para a minha vida e muito, mas muito amor. Vou escrever novas histórias e aventuras na esperança que um dia, no meio de tantas palavras escritas, exista um diálogo com a palavra “amo-te” da minha parte para alguém que sinta o mesmo que eu.

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