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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Esta semana resolvi parar a montanha-russa de emoções que tenho vivido nos últimos tempos. Confesso que esta semana andei deveras cansada e, talvez, por isso, optei por tirar todas as máscaras que habitualmente uso e fui eu, na mais pura das essências. Fui acusada de andar a ser extremamente pacifica, distraída e "fofa". Eu sei que nem sempre sou a rapariga mais feminina e delicada do planeta (porque tenho uma mente perversa, confesso, e gosto sempre de andar nas piadas), mas andava mais concentrada nos meus problemas e acabei por me desligar para o mundo por uns dias. Ando a tentar fechar o meu coração, por mais que ele esteja a sangrar. Não ia andar a sorrir quando a vida não me dá motivos para o tal. Ultimamente tenho-me sentido como um fantoche, acordo de manhã, visto-me e faço as minhas obrigações. Onde andam as emoções da minha vida? O amor? Por vezes, desejava voltar para o passado e ficar por lá. Tenho tantas saudades da época em que os meus sorrisos eram involuntários. Eu tenho saudades da antiga Cátia, aquela que sabia sempre como estar, agir e sentir. Já não reconheço esta triste pessoa, que tem de usar máscaras todos os dias para fazer os outros que a querem bem felizes. Onde estará o eu independente, livre e espontâneo? Aquela que movia meio mundo para ter o que queria? Eu acho que ela faleceu e deu lugar a esta monotonia sem fim.

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