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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Faço vinte anos daqui a uns dias e resolvi fazer uma pausa dos trabalhos e estudos para a faculdade para fazer um breve balanço sobre o ano que passou. Posso afirmar, desde já, que foi um ano bastante emotivo e um pouco difícil para mim, mas tive uns fantásticos raios de luz que me permitiram seguir sempre em frente. A melhor coisa neste ano foi, obviamente, o nascimento da minha prima Maria, no dia 24 de Fevereiro. É impressionante ver como ela me conquistou e, mesmo hoje, continua a ser uma grande parte do meu universo. Cada vez que olho, falo, brinco com ela sei que, um dia, serei uma boa mãe. Fico igualmente feliz por ter uma família saudável ao meu lado, que me ama.

A nível académico, quero referir que me sinto realizada com o curso, especialmente com este ano. Adorei o meu ano de caloira, onde aprendi a respeitar e a defender a instituição que me acolheu e fiquei emocionada quando trajei pela primeira vez. A minha primeira queima das fitas e o cortejo vão ficar para sempre nas melhores memórias que tenho de diversão até hoje!

Ao longo deste ano, fui cimentando amizades que sei que vão ser duradoiras. Apesar de ter passado um mau bocado com umas biscas que considerava serem minhas amigas aqui da terrinha, foi na faculdade que arranjei a minha segunda família, que me apoiou imenso este ano e que está sempre presente para os bons e os maus momentos. Não tenho palavras para agradecer a M., à C. e ao N., mas espero que eles saibam que eu vou sempre estar grata por tudo o que fizeram! Eu gosto mesmo muito de vocês, e vou sempre defender-vos, com unhas e dentes. Quero que sejam felizes, que encontrem alguém que vos ame e que alcancem tudo o que mais ambicionam. Vocês são uma espécie de sol privado para mim. A M., que encontrei no meu curso, é um diamante em bruto e um doce de rapariga. Forte, perspicaz e deveras inteligente. Estou a ver a sua maturidade a evoluir e isso torna-me super orgulhosa por ver que ela procura sempre corrigir os seus defeitos e transformá-los em virtudes. A C. e o N. são de engenharia informática e conheci-os em Maio, no jantar de gala para os caloiros; a C. é uma rapariga dócil, com um grande coração e com um apurado sentido de lealdade. Ela afirma que não é uma mulher forte, mas afirmo aqui que ela não podia estar mais enganada. Ela ensinou-me a ter paciência e que eu devo de acreditar sempre nas minhas capacidades. Foi ela que me apresentou o N. como o seu irmão/melhor amigo. A primeira impressão que tive dele foi que ele não devia de ter espelhos em casa, porque precisava urgentemente de cortar o cabelo (se alguma vez leres isto N., desculpa lá a minha sinceridade bruta). Penso que comecei a desenvolver uma relação de amizade com ele quando vi que ele foi altruísta comigo no cortejo e ajudou-me a concluir o percurso (andava com um joelho inflamado, mas mesmo assim caminhei durante horas). Ele é teimoso, mas bom conselheiro, por ter experiências de vida diferentes. É aquele que me irrita durante horas, mas que me consola e anima nos momentos sensíveis. Sabe ver quando estou a precisar de falar, quando estou irritada ou quando estou feliz. Saliento que ele já cortou o cabelo, graças a deus. Duas das melhores noites que tive este ano foram ao lado desta minha segunda família: o jantar e saída de Halloween e a noite do bowling. Convosco, eu não tenho medo de ser eu mesma e posso optar por deixar as máscaras em casa, o que sabe mesmo bem. Obrigada meus amores! Nunca se esqueçam que muitos dos meus sorrisos são provocados por vocês!

A nível amoroso, foi um ano para curar velhas feridas e lutar contra alguns fantasmas. Tive algumas desilusões, confesso, mas nenhuma suficientemente grave. Apaixonei-me (e continuo no mesmo estado), mas, neste momento, optei por desligar esses sentimentos e concentrar-me noutras coisas. Espero que a minha entrada na década dos 20 traga-me alguém que me acarinhe e que seja exclusivo para mim. Está na altura de ter este tipo de felicidade (sinto-me preparada para o tal) e, quem sabe, conhecer o tal. Aquele que faça o meu coração palpitar e que seja um companheiro até ao fim da vida (sim, não perdi o meu lado romântico).

Foi um ano intenso. Novos acontecimentos, entrada e saída de pessoas na minha vida, mas, sobretudo, de bons momentos. Na segunda-feira, quando soprar as vinte velas do bolo, vou apenas pedir novas ideias e experiências, mas sobretudo saúde e amor para estar por aqui. Ah, e se não for pedir muito, quero amar e sentir-me completa todos os dias.

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