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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Desconectar a alma das minhas expressões físicas seria perfeito em alguns dias. Preciso de uma folga dos meus sentimentos e começar, pouco a pouco, a perder aquela esperança que só me sufoca. Posso dizer que me sinto em ponto de ruptura, prestes a explodir ou, pior, a afogar-me. Eu sei que ando a preocupar as pessoas que amo, mas não consigo ser tão forte como elas imaginam que eu sou.

Não gosto de resolver os meus problemas. Quando olho para eles, assusto-me e, como uma cobarde, opto por fechá-los numa gaveta, ocupando-me da vida dos outros para me distrair da minha. Apesar de saber que isto me faz mal (para fazeres os outros felizes, deves de, numa primeira fase, procurar a tua felicidade), eu não consigo vencer os meus medos. Eu tenho carradas de assuntos em cima de mim, mas eu tornei-me uma arrecadação cheia de coisas para resolver. A questão é a seguinte: até quando vou aguentar isto sem mandar tudo pelos ares? As pessoas tem de perceber que a esperança delas não é a minha (que por sinal, anda mesmo fraquinha). Eu quero sempre coisas que não posso ter. Tenho de admitir que nasci para ver os meus sonhos concretizados na vida dos outros. Eu sinto, vejo os meus sentimentos a demolirem-se e, mesmo assim, continuo aqui. Cada vez mais fragmentada, mas viva.

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