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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Odeio ter fantasmas que adoram visitar-me quando ando emocionalmente mais instável. Sinto-me cada vez mais estranha e com medo de perder a minha perfeitinha segunda família por causa destas pequenas coisas que têm vindo a incomodar-me. Quero, desde já, agradecer toda a força que recebi delas e salientar que eu estarei sempre presente, porque elas são uma grande parte de mim. Quero também pedir-lhes desculpa, porque prometi-lhes que não iria abaixo emocionalmente, mas espero que entendam que eu não sou de ferro.

Eu já não sei o que pensar, sentir, viver. Posso dizer que uma das coisas que ultimamente me têm afectado é ver que todas as pessoas que me rodeiam seguem com as suas vidas e eu sinto-me presa nesta rotina. Eu nunca pensei que a minha vida fosse ser esta montanha-russa de emoções, mas sim algo estável. Eu era aquela que sonhava com o príncipe encantado e acabei por entrar numa universidade sozinha. Odeio sentir-me sozinha, odeio sorrir quando me apetece chorar. Ou gritar, sei lá. Eu sei que tenho de largar estas feridas antigas, mas sinto que quando estou quase a cicatrizá-las por completo, acontece sempre algo que as abre e traz ao de cima as minhas inseguranças. A vida não é fácil. Eu sou feliz no sentido de ter uma família presente, amigos verdadeiros...é mais a questão da minha auto-estima. Da minha própria imagem, porque tem dias que eu não gosto do meu próprio reflexo, ou, mais concretamente, da minha altura. Sempre foi um problema para mim, e sempre o será. Durante a minha adolescência eu sofri de bullying por causa dela e, actualmente, como adulta, tive de ser forte e ignorar os comentários que algumas pessoas maldosas fazem. Eu aprendi a gostar do meu corpo, mas os outros não. Como daqui a um mês e um dia faço vinte anos, sinto-me bombardeada com perguntas do tipo: "porque ainda não arranjaste um namorado?" ou "já não tens idade para ter um namoro sério?". Eu digo-vos o porquê: porque a grande maioria dos rapazes que eu conheço são uma cambada de fúteis, que querem a namorada-modelo e não uma pessoa com uma boa personalidade e um grande coração. Eu não sou feia, eu sei disso, mas ser tão alta intimida os outros, eu noto perfeitamente isso no meu dia-a-dia. Talvez seja também este motivo que faça com que eu não goste de conhecer pessoas novas, porque tenho sempre medo daquele primeiro julgamento com base no visual. Eu sei que existem por aí milhares de raparigas que matariam para ter a minha altura, mas eu não seria uma delas. Mas eu aprendi a aceitar esse aspecto e construí a minha personalidade a partir desse ponto. Isto é apenas um pequeno contratempo, talvez por me sentir cansada, aborrecida, triste...e cheia de viver na dúvida.

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