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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Esta semana surpreendi-me a mim mesma, por mais estranho que possa parecer. Sempre fui uma pessoa impulsiva e meia precipitada nas paixonetas que fui tendo ao longo dos meus (quase) vinte anos...por culpa destes impulsos meios macabros, acabei sempre por me magoar. Contudo, eu hoje afirmo que estou apaixonada, mas sinto-me calma e livre. As pressas de outrora foram substituídas por paciência, e deixar o tempo passar. Eu posso não ser exactamente a pessoa mais confiante do mundo, porque todos temos as nossas inseguranças. Mas tenho orgulho de ter ouvido as palavras: "se tu quiseres cátia, tu podes tê-lo" ou "eu acho que tu és uma pessoa forte e que sabe o que quer", porque foi como um despertar para a vida e a saída da "fossa" em que me estava (novamente) a colocar. Nunca me apercebi, completamente, que sou assim. Eu sempre desisti antes de lutar, porque era uma cobarde. Eu escondia-me nas sombras, porque achava que não era digna de ser amada. Deixava-me absorver de tal maneira que punha as minhas próprias vivências de parte (sociais, profissionais e afins) para respirar o mesmo ar dele.

Mas isto acabou. Eu primeiro tenho de me respeitar e gostar de mim, antes de admirar os outros. Eu quero romper as ligações com o passado e começar uma história nova, onde desejo que o final seja feliz. Eu tenho tempo, ainda sou tão nova e tenho o Mundo à minha espera. Eu não o vou esquecer, mas também não lhe vou entregar o meu coração sem mais nem menos. Eu vou ser uma pessoa paciente, porque a paciência é uma virtude e, neste momento, vou precisar mesmo dela. Eu tomei consciência que apenas o iria magoar e afastar de mim se lhe contasse o que vai na minha alma. Vou, basicamente, travando pequenas lutas quando posso, porque eu tenho a minha vida, onde nela existem os meus familiares, amigos, estudos e não vou descuidar-me nestes aspectos apenas para batalhar por uma causa que agora é, praticamente, impossível de alcançar. Ser inteligente é saber esperar e deixar que a vida se comprometa a trazer o que mais ambiciono. Ter um sonho não invalida os outros. Eu quero ser amada por ele, mas também quero ver a minha família sorrir, os meus amigos presentes e as minhas notas equilibradas. Quero cuidar de mim, corpo e alma. E esperar, segundos, minutos, horas, dias que as coisas corram bem e que desta vez eu possa ser, realmente e completamente, feliz. Segundo John Quincy Adams, paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem. E eu tenho imensa fé nestas palavras.

A Catheline, aquela rapariguinha descrita na primeira parte do texto, que se sentia ligeiramente à parte de tudo e todos, vai virar um fantasma. Agora aqui reside a Isabela, uma mulher que sabe o que quer, mas que sabe, igualmente, esperar por isso.

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