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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

 

O tempo. Segundos, minutos, horas. Passamos a vida a contar o tempo, por todo o tipo de motivos. Quer seja porque a aula ou o trabalho nunca mais acabam, ou até porque a amiga está atrasada para o jantar. Pensamos sempre que o tempo nunca vai acabar, ou evitamos fortemente pensar nisso. Mas ele acaba. Os ponteiros da vida têm um princípio, um meio e um fim. E eles partem-se, quando menos esperamos. Eles não são permanentes. Mas é triste e desgostoso ver alguém nas suas ultimas contagens de segundos. Ver a pessoa morrer aos poucos e poucos, ver as suas respirações, outrora rápidas e normais, tornarem-se pesadas e lentas, como o ranger de uma porta velha. Ver que a sua própria memória agora é falível, e a pessoa acaba até por se esquecer do seu próprio nome, em momentos de fraca lucidez. Ver a agonia das dores que consomem o corpo e, até, a alma. Tornar-se dependente das pessoas que já foram criadas por si, alimentadas, educadas. Mas sabem, nada do que descrevo deve de doer mais do que a pessoa que sofre por uma doença que vai-lhe ceifar a vida sente ao ver as pessoas que ama sofrer por ela. Porque ela não lhes quer provocar angústia. Porque ela as ama, incondicionalmente, e só quer que elas sejam felizes. E isto deve de ser a maior dor que elas carregam até que partam para outro Mundo, apesar de saberem que vão deixar pessoas a sofrer pela sua falta.

 

(desculpem o desabafo)

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