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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

 25 de Dezembro de 1995. Mal dormia durante a noite, a pensar no que o Pai Natal me ia trazer. Deixava o típico prato de bolachas perto da lareira, para o homem rechonchudo e de longas barbas brancas comer. Colocava o despertador para as sete da manhã e, assim que ele tocava, fazia ouvir os meus berros de entusiasmo pela casa inteira; eu pegava em todos os embrulhos que tinham o meu nome e corria para o quarto dos meus pais, atirando todas as prendas para cima da cama, desfazendo de imediato todos os papéis de embrulho, laços e bilhetes para ver os brinquedos que mais desejava. Os meus pais tinham sempre um sorriso cúmplice na cara, a minha felicidade irradiava nos olhos deles.

25 de Dezembro de 2011. Os presentes são abertos às 0 horas, para depois irmos dormir. Trocamos objectos que cobiçamos durante uns meses ou coisas que precisamos. Os gritinhos cheios de furor foram substituídos por palavras honestas, simples agradecimentos e abraços. Tudo é mais fútil, mais vazio de emoção. O amor ainda está presente, mas mais diluído.

 

Tenho bastantes saudades da minha infância. Foi a época mais perfeita e brilhante da minha vida. Preferia a época que acreditava no Pai Natal e nas suas renas: eram emoções e crenças puras, inocentes e sem maldade.

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