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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Ela era apenas uma simples advogada, que trajava os melhores fatos, desde Versace a Gucci, e um sorriso de triunfadora na cara. Ela exalava sensualidade pelos corredores do tribunal, ninguém era indiferente ao poder de aliciação que ela continha. Ela tinha os mais belos homens aos seus pés, literalmente, mas, ao contrário do que se esperava, ela tinha uns gostos mais ousados e perversos. Uma cara de defensora da lei imaculada, uma mulher furacão por dentro.

 

O clube «8» é um clube da elite de Los Angeles, muito conhecido pela sua selecção de clientes. Dentro dele podia-se perfeitamente encontrar os mais ricos e mais bem sucedidos membros da sociedade, como médicos, juízes, embaixadores e políticos. Uma longa sala, repleta de espelhos pelas paredes, sofás de couro vermelho e preto e iluminação escassa era o tema deste clube. Luxúria, no seu auge. Todos os clientes usavam uma máscara preta ou branca, conforme fossem do sexo masculino ou feminino. Ali entravam casais, namorados e pessoas sem compromisso…o que aquele bar íntimo prometia era longas noites de prazer. Ali, não existia o pudor da sociedade, os valores íntimos de cada pessoa eram deixados do lado de fora do bar.

Sábado à noite. «8» estava, mais uma vez, com casa cheia. A poderosa advogada veste o seu melhor vestido preto, com rendas transparentes, e coloca a máscara branca que lhe dão à entrada. Inicia o seu modo predador e balança fortemente as suas curvas latinas pelo meio do comprido salão, à procura da vítima perfeita. O seu corpo ferve ao observar casais a deslizar entre si, completamente despidos. O cheiro de sexo é forte no ar, bem como os diversos perfumes caros e o odor do suor derivado do forte calor que se fazia sentir.

Ela encosta-se ao bar e pede uma forte tequilla. O barman, que outrora foi um dos seus companheiros carnais, lança-lhe um olhar de desejo, na esperança de que aquela mulher fosse levá-lo às nuvens. Ela sorri-lhe com desdém, mostrando-lhe que não gosta de repetir o prato, nem a sobremesa. Um homem alto, musculado, aproxima-se dela e dá-lhe um beijo quente e erótico, mas ela afasta-o, pois gosta de dominar, e não ser dominada. Ela pega calmamente no seu copo e resolve ir para o meio da pista dançar, ou melhor, passar as mãos pelo corpo de forma provocadora. E então, no meio daquela movimentação, ela avista-o. A presa perfeita. Aqueles olhos avermelhados estavam a enlouquece-la. Ela precisa dele, esta noite.

 

Continua...

 

 

p.s.: Isto é uma shortfic; peço perdão pela minha ausência, culpem a faculdade por me roubar de vocês; soho dolls na playlist. Cortei o meu cabelo super curto, brevemente posto fotografias.

Beijinhos, C.

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