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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

As luvas de cabedal. O cabelo indisciplinado, preto como o carvão, e o batom vermelho-sangue nos lábios. Os olhos carregados com lápis e sombra pretos. As meias cinta-liga, por baixo do vestido curto rendado. Ela era uma devoradora de homens. Saltava de cama em cama, sem pudor algum. Ela apenas buscava o acto louco, cheio de adrenalina, por uma noite. Em vez alguma repetiu a dose com algum homem, apesar da insistência do sexo masculino. Não importava se eram casados, solteiros, viúvos, mas sim se eram homens com H grande e se tinham potência para aguentar a selvajaria daquela meretriz. Ela mordia, ela arranhava, ela consumia o corpo dos seus escravos sexuais, como um autêntico animal no cio. E eles deliravam com o facto de estarem a ser dominados. Quando acabava a noite, ela simplesmente retirava toda a maquilhagem, penteava os cabelos numa longa trança, e vestia os vestidos mais largos que possuía no seu armário. Em passinhos de lã, ela deitava-se na sua cama, onde encontrava o marido roliço a tresandar a álcool e a prostituta reles. Ele, assim que acordava, gostava de obrigar a esposa a fazer-lhe o pequeno almoço, onde tinha comportamentos abusivos com ela em frente ao filho menor. A mulher ousada e pervertida ficava escondida nos quartos de motéis, e dava lugar a uma com comportamentos submissos. Todos os super-heróis tem duplas facetas e ela, Amélia, não era excepcção.

 

(ficção)

p.s.: nova playlist.

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