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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 Olá :)

Desde já, quero pedir desculpas pelo meu atraso para lançar os resultados do concurso...culpa da minha falta de tempo. Tenho andado atarefada com a minha ida para a faculdade na segunda-feira, com o aniversário da minha mãe e da minha tia...Mil e uma desculpas.

Quero agradecer a todas as bloguistas que participaram neste concurso. Li textos lindos, com finais surpreendentes e emocionantes! Tive imensas dificuldades em escolher a vencedora, e espero que gostem da minha escolha.

 

San, do blog : http://filosofiasdaminhavida.blogs.sapo.pt ! Parabéns querida! Aqui fica o texto premiado com o primeiro lugar:

 

 

Durante uns segundos, para eles, tudo deixou de existir. Focaram os seus olhares e o Mundo passou a ser deles.

            Aureola andava à procura de George e eis que o encontra junto a Madalena e Michael. Aureola conheceu muito bem Madalena, apesar dos anos que passaram sem se ver. Ficou furiosa ao vê-la ali, junto a George, com um magnífico vestido. Já rebentando de raiva, dirigiu-se a eles.

            - Madalena? Estás tão bonita! Parece que os anos nem passaram por ti… - disse Aureola com sarcasmo, agarrando a mão de George.

            Madalena deixou descair o olhar, fixando-se nas mãos deles, unidas e virando as costas desatou a correr em direcção à rua.

            O ambiente estava pesado, mas mesmo assim, Mike quebrou o silêncio:

            - Pai, conhecias a Madalena? O que é que se passou aqui?

            - É uma muito complicada, Michael. Depois explico-te tudo. Agora vou atrás dela, antes que não a volte a ver – disse George, tirando as mãos de Aureola de cima dele.

            Mike proibiu o pai de seguir, segurando-lhe um braço.

            - Seja o que for eu vou procurá-la. Estás demasiado nervoso e não me parece que consigas resolver alguma coisa. Eu vou, pai, e prometo que a trago de volta.

                Michael saiu da festa e foi procurar Madalena. Demorou, sensivelmente, vinte minutos a encontrar Madalena. Quando a encontrou estava lavada em lágrima, sentada numas escadas do grande jardim do palácio. Michael dirigiu-se a ela e antes de fazer qualquer pergunta, abraçou-se contra o seu peito, fornecendo-lhe amparo e protecção.

            Madalena sentiu-se a pior pessoa. Estava abraçada ao filho do homem que sempre amou e nunca esqueceu… Mas era Mike que a apoiava naquele momento tão difícil. Ela desenlaçou os seus braços, que cercavam Mike, e pediu-lhe desculpa. Foi difícil falarem. As palavras pareciam não querer sair da boca de nenhum deles, mas foi Mike que quebrou novamente o silêncio.

            - Não tens de pedir desculpa – disse num tom compreensivo – eu apenas preciso de saber o que se passou. Como deves imaginar eu não percebi aquele ambiente no palácio… Fala comigo, seja o que for que te esteja a perturbar. Sabes que não te vou censurar por nada – continuou ele, num tom compreensivo.

            - Mike, é muito difícil falar do que se passou no palácio há uns minutos e à anos atrás… - disse Madalena, sem o conseguir encarar.

            - Há uns anos? Já tinhas vindo ao palácio?

            Madalena, vendo a preocupação de Michael e não querendo mentir nem omitir nada, decidiu contar toda a história que havia vivido há anos naquele palácio com George e Aureola. Com a evolução da história, devido à mágoa que sentia e que ia aumentando, as suas palavras começaram a sair tremidas e o tom de voz baixou.

            Michael ficava cada vez mais aterrorizado com o que a sua própria mãe, Aureola, havia feito. Na verdade, ele nunca foi muito chegado à sua mãe. Sentia que havia algo que os distanciava e ele não tinha receio do que pudessem dizer. Já com o seu pai, George, a cumplicidade, a verdade, honestidade reinavam na relação deles. Para ele, não era grande surpresa esta maldade de que a mãe fora capaz de fazer para ficar com o seu pai. Após ouvir toda a história, pegou na mão de Madalena e levou-a para um quarto de hóspedes, onde lhe disse que ali estava em segurança e assim que amanhecesse ele iria buscá-la.

            Quando deixou Madalena, procurou o pai. A festa já havia acabado há um tempo, mas ele, conhecendo muito bem o pai, sabia que ele estaria preocupado e não conseguiria dormir. Decidiu procurá-lo e encontrou-o no escritório. Ao ouvir a porta a abrir-se repentinamente, George ergueu os olhos e ao ver Michael levantou-se e dirigiu-se a ele.

            - Encontraste-a?

            - Precisamos de falar, pai. Eu encontrei a Madalena e sei de um passado que tu não sabes e nunca o saberias se eu não a trouxesse para aqui – disse Michael com um olhar firme e sério.

            - Senta-te e explica-me tudo. Já estava bastante angustiado e agora ainda mais.

            - Sei que, quando eras mais novo amavas a Madalena e apenas não casaste com ela porque ela foi embora. Mas sabes porquê que isso aconteceu?

            - Não. Porquê que ela foi embora? – perguntou George assustado.

            - A Madalena e a mãe eram grandes amigas e a mãe não suportou a ideia de ser a Madalena a casar contigo e fez de tudo para vos separar… E conseguiu.

            - Não pode ser – disse George indignado.

            - Tu sabes que a mãe nunca te amou – disse Michael com firmeza e sem medo - Nota-se que ela não tem amor para te dar, não tem carinho para oferecer a ninguém. Apenas casou contigo por dinheiro e por saber que irias ser o futuro rei.

            George sabia que Michael tinha razão. E ele próprio nunca sentiu por Aureola o mesmo que sentiu um dia por Madalena. Caso contrário, o reencontro não o deixaria assim tão perturbado.

            - O que faço agora, filho? Tu estás apaixonado por ela e eu não te vou fazer sofrer por erros cometidos no passado – disse George num tom infeliz.

            - Eu adoro-te. Só quero que sejas feliz… De que vale eu ficar com a Madalena se ela te ama? – perguntou Michael – eu deixei-a a descansar num quarto de hóspedes. Amanhã vou buscá-la para vocês falarem.

            A noite foi bastante longa. Para George parecia nunca mais ser madrugada… Ele não dormiu quase nada. Pensou no que havia de dizer a Madalena agora que sabia a verdade e sentia repugnância pela mulher com quem estava a partilhar a cama.

            Como prometido, Michael chegou ao quarto de hóspedes às 9.00h. Madalena já estava pronta para sair, mas confessou que estava agora com medo do que pudesse vir a acontecer. Michael apressou-se a acalmá-la e disse que já tinha falado com o pai.

            De seguida, dirigiram-se ao escritório onde já estava George ansioso por ver Madalena. Quando eles entraram, Michael disse ao pai para ele tomar uma decisão acertada e sem pensar no filho. Posto isto, saiu e deixou os dois a conversar.

            Madalena estava muito nervosa. Ela sempre o amara, mesmo quando teve de ir embora. Nunca se esquecera dele. George aproximou-se dela e de uma forma carinhosa pegou nas suas mãos.

            - Eu já sei de tudo – disse envergonhado – não sei como me deixei levar pelas falinhas mansas da Aureola. Desculpa, desculpa, mil desculpas… - beijou-lhe as mãos.

            - Agora não adianta, George – disse Madalena, afastando-se dele – eu adoro-te e confesso que nunca me esqueci de ti, mas tu e a Aureola são pais; têm um filho em comum… São uma família.

            - O Michael nunca a considerou uma mãe. Ela recusa dar carinho e amor a todos. É o oposto de ti. Eu precisava de um herdeiro e nem pensei duas vezes…

            Madalena volta-se para George com as lágrimas a caírem pela sua face. Nisto, avançam na direcção um do outro e sem pensar duas vezes beijam-se calorosamente. Aureola entra no escritório de repente.

            - O que é que se passa aqui?

            - Passa-se o que nunca devia ter deixado de acontecer – disse George – Não és digna de continuar aqui nem de teres todas as mordomias que tens. Vai-te embora. Sabes bem do que falo… Se pensavas que a verdade nunca viria ao de cima estiveste profundamente enganada. E eu que sempre fechei os olhos a tudo, agora não vou permitir mais nada. Vai embora… - ordenou George, agressivamente.

            Passado uns meses, Michael encontrou a princesa da sua vida, chamada Matilde, e iria ganhar um irmão. A empatia que ele havia sentido por Madalena não passava do carinho de mãe que ele nunca tivera. Agora sentia que a sua família se estava a compor.

            George e Madalena foram durante algum tempo para Nova York e voltaram quando o bebé estava quase a nascer.

            Passado um tempo, organizaram uma festa no Palácio em honra de Matheus, o filho mais novo, anunciando também o casamento de Michael com Matilde. A festa correu lindamente e Madalena fez questão de usar o vestido que Mike lhe havia dado.

            Finalmente, tudo se recompôs.

 

 

Alexandra Queirós, do blog http://alexandra-queiros.blogs.sapo.pt ! Um final alternativo, mas surpreendente e lindo:

 

Anos se passaram desde aquele fatídico encontro entre Madalena e George. John agora com quinze anos ouve pela primeira vez a história dos seus pais, Michael e Madalena. Apesar da diferença de idades que os separava, estes amavam-se contudo em alguns casos não chega só amor, é preciso algo mais, é preciso a paixão de um grande amor.

-John…- Dizia o Cedric, o seu fiel criado, tocando-lhe na sua mão. - A sua mãe em antes de morrer incumbiu-me de lhe contar a sua verdadeira história. Preciso que me oiça com a atenção e que cumpra o seu último desejo.

- Que desejo Cedric? Fala Cedric, não me escondas nada. Peço-te por favor. - Dizia ele já um pouco alterado.

-Está na altura de saber a verdadeira história acerca da morte do seu pai.

- Mas não morreu em um combate? - Perguntava ele surpreendido.

-Na verdade não…

-Continua Cedric. - Exigia John que desejava que lhe contasse tudo o mais rapidamente possível.

- Devido à sua avó a sua mãe foi para Paris e foi ai que conheceu o seu paizinho, que desde logo se apaixonou. Trouxe-a para cá e assim se casaram e passados poucos meses nasceste tu, a maior alegria das suas vidas.

- Mas qual é a novidade naquilo que me contas? Já ouvi esta história vezes sem conta.

-Sim ouviu, mas nunca ouviu a verdadeira história. Como eu estava a dizer, o menino nasceu e o seu paizinho teve por motivos de força maior de ausentar do pais como o menino sabe, defendendo até ao último segundo o seu país. Mas é agora que a história se altera, quando o seu pai regressou teve a maior desilusão da sua vida quando descobriu que a sua mãezinha se encontrava numa relação extraconjugal com o grande amor da sua vida, o seu avô. Nessa altura conversaram e o seu pai foi até bastante compreensivo com a sua mãe, desculpando-a dos seus actos e seguiram ambos com o casamento. Tudo parecia bem, quando o seu pai foi encontrado morto no salão do palácio. Não resistiu ao sofrimento que a sua mãezinha lhe proporcionou e suicidou-se. - John ouvia com atenção tudo o que Cedric lhe dizia, ficando aterrorizado e espantado ao mesmo tempo, mas permanecendo sempre calado. – Como deve compreender devido a posição social dos seus pais esta situação apenas foi conhecida por alguns dos membros do palácio, vazando para o exterior a história que o menino conhecia até então, que o seu paizinho morreu a salvar a honra do seu país. Está bem menino? Não proferiu uma palavra desde que lhe contei a história dos seus pais.

-Estou bem, siga com o resto da história. Qual era o último desejo da minha mãe?

- Na verdade não era só um, mas eram vários. Em primeiro lugar ela pediu que lhe desculpasse por nunca ter tido a coragem para lhe contar a verdade, pediu também para lhe dizer que o amava muito assim como ao seu pai, contudo nunca deixou de amar o seu avô, o seu primeiro e grande amor. Seguidamente ela espera que o seu doce menino fosse capaz de perdoar a sua mãe pelos seus actos. E em segundo lugar pedi-lhe um grande favor para que algo com o que aconteceu no passado nunca mais se volte a repetir: ela suplica-lhe que se case por amor e não por conveniência, escolha a mulher perfeita e leve este grande país para as bocas do mundo.

(…)

A conversa entre os dois continuou durante várias horas onde John percebeu melhor a sua mãe, ainda que nunca deixasse de se sentir revoltado com as suas escolhas. O seu coração conseguiu perdoa-la seguindo o seu pedido à risca. Cedric casou-se com Clarisse uma princesa do país vizinho e juntos comandaram os dois países tornando-os dos mais ricos do mundo. Viveu feliz e teve muitos filhos. Percebeu que o amor é a maior riqueza que um Homem pode ter. Todos os dias recorda o sofrimento do seu pai e a morte dolorosa da sua mãe devido a doença prolongada, e é isso que o mantém firme no poder e também dentro da sua família.

 

Molly Stark, do blog http://refugio-para-a-vida.blogs.sapo.pt/

Parabéns pelo texto, tens imenso talento, não desistas da escrita querida!

 

 

George olhou nos olhos da bela camponesa que em tempos amara perdidamente e que secretamente ainda amava. A sua recordação nunca desvanecera do seu coração. Continuava bela como da última vez que a vira. O cabelo abundante e selvagem, os olhos azuis, da cor do céu num dia de verão, os traços delicados. O seu corpo continuava firme e sensual, poucas rugas tinha. E naquela noite noite, com aquele vestido de baile, estava mais deslumbrante do que nunca. Mas mais importante do que isso, mantinha a chama que o conquistara, a mesma alegria no olhar, o mesmo sorriso sincero. Tinha tanto para lhe perguntar…

- Querida Madalena… Pensei que nunca mais te veria… - Ele sussurrou, a voz ligeiramente trémula de emoção. – O que te aconteceu?

Madalena contou-lhe que alguém lhe montara uma armadilha e que acabara por ir para França numa carruagem de escravos. Contou-lhe também que conhecera um belo jovem que a amava e que fora ele que a trouxera ao castelo.

- E tu… ama-lo? – Perguntou George, hesitante.

Madalena desviou o olhar e nada disse. Pensava que amava Mike, mas agora que via George novamente começava a pensar se teria sido realmente amor ou apenas uma paixoneta.

Sem que dessem por isso, Aureola aproximou-se, dardejando olhares de ódio para Madalena.

- Não pode ser… - Disse, de punhos cerrados. – Eu assegurei-me que irias para França, para longe de George. O que fazes aqui?!

George, se bem que surpreendido pela revelação da sua esposa, virou-lhe as costas e abraçou Madalena, feliz pelo reencontro.

- Pai? Madalena?

Mike olhava estupefacto para a cena que se desenrolava à sua frente. Porque estariam o seu pai e a sua noiva abraçados? Não fazia sentido.

George contou-lhe a história toda e Mike viu nos olhos de Madalena que esta amava realmente o seu pai, e não ele. Magoado com os acontecimentos recentes. Mike montou no seu cavalo e partiu para longe.

- Oh George… Agora Mike está furioso connosco. Talvez nunca mais o vejamos. E eu sou a causadora de toda esta turbulência. Lamento muito.

- Não lamentes, meu amor. Tenho a certeza que ele acabará por compreender a situação e voltará para junto de nós. Deve precisar apenas de algum tempo para reflectir. Quanto a ela… - George dirigiu o olhar para a sua mesquinha esposa. – Não será um problema durante muito mais tempo.

Alegando infidelidade por parte da sua esposa, George conseguiu a anulação do casamento com Aureola. Esta fez as malas e partiu, mas não sem antes lançar mil pragas ao casal. Nunca mais ninguém a viu. Havia quem dissesse que ficou louca e passou o resto da vida a vaguear pelos bosques da cidade vizinha. O que é certo é que nunca mais interferiu na felicidade de George e de Madalena. Estes anunciaram o noivado e, pouco tempo depois, casaram-se e tiveram uma menina, a que deram o nome de Sophia.

Mike voltou para o castelo um ano depois. Acabara por encontrar o verdadeiro amor da sua vida, Laura, uma jovem mulher, filha de um conde.

Ambos os casais viveram felizes até ao fim dos seus dias, com muitos filhos e netos e um reino próspero para governar.

 

 

Mag, do blog http://escrever_14.blogs.sapo.pt/. É muito lindo, mas não está finalizado querida...

 

 

Os seus olhos azuis fitavam o homem que outrora, amara mais do que à sua própria vida.

Perscrutavam a sua alma silenciosamente, não permitindo espaço para mais nada. A música dispersava pelas paredes recônditas do maravilhoso castelo. Os convidados conversavam alegremente e havia até quem dançasse pelo salão. Porém, nada disto perturbava os amantes que ousavam sentir um doce desejo imortal e interdito.

George sentia o seu Mundo, o seu Reino, a Sua Inglaterra, desabarem em conjunto com a sua vida.

Era ela. A mulher que ele sempre amara. A mulher que ele havia querido levar ao altar. A mulher que deveria ser a Rainha, mãe dos seus filhos, os herdeiros. Madalena. A rapariga de cabelos ruivos que o fizera aproveitar cada segundo da sua vida. Que o fizera feliz. E que depois, desaparecera sem deixar rasto. Sem um único beijo de despedida. Sem um breve adeus.

E agora, passados dezoito anos, regressara. Para esposar o seu único filho.

- Vejo que...seguiste a tua vida. Fico feliz. – A voz da mulher radiava felicidade fingida. Na realidade, ela queria apenas fugir.

Também para ela era difícil este reencontro. Saber que George seguira com a sua existência era...doloroso. Saber que ele casara com a sua amiga mais próxima e que houvera frutos desse amor, magoava-a. Porque ela permanecera só ao longo de todos os anos passados no exílio, fora da sua casa, fora do seu país. Não se permitira apaixonar por homem algum. Tivera sempre esperança de que George a resgatasse daquele suplício. Que aparecesse, tal como outrora, montado no seu cavalo negro, envergando a bandeira da sua casa real, para a trazer de volta a Inglaterra e fazer dela sua mulher.

Dezoito anos a viver na ilusão. E por fim...por fim percebia que talvez nada tivesse valido a pena.

- Um Rei não pode governar um Império sozinho. Tive de fazê-lo pelo povo. Perdoa-me. – respondeu num murmúrio.

- Eu entendo...eu percebo George. – sussurrou.

- Também não esperava que fugisses. Tencionava assumir os compromissos. – proferiu magoado.

- Vem. Dança comigo. – pediu Madalena, subitamente. Na realidade, ela tencionava desviar as atenções dos seus corpos. Queria enquadrar-se na multidão. Colocou o seu mais belo sorriso e agarrou a mão daquele homem que despertava nela sensações que desejava esquecer. Voaram até ao centro do salão. E lá, dançaram apaixonadamente. Os seus corpos pareciam ser peças perfeitas de um puzzle. Cada passo, cada movimento era inesperado mas ao mesmo tempo parecia ter sido ensaiado meticulosamente durante dias a fio. – Não fugi. Fui levada à força para o exterior. Eu amava-te. Jamais te deixaria. Ansiava-te com todas as minhas forças. Lamento teres julgado que te deixei. – explicou.

O uso do pretérito perfeito do verbo amar incomodara ambos. Madalena dizia-o desesperadamente, na tentativa de acreditar nas suas próprias palavras. E George...queria que ainda houvesse nele um resquício de presente.

- Quem foi capaz de te levar? – inquiriu docemente. Tentava resistir à tentação de tocar na sua face pálida e de beijar os seus lábios perfeitos.

- Não sei. Tentei subornar os homens, para que entregassem o cabecilha, mas eles permaneceram leais. – replicou.

- Vou ajudar-te. E quando descobrir o mandatário de toda essa operação, condenarei todos à forca. – prometeu.

- Obrigada George. Não sabes o quão importante será descobri-lo. – sorriu.

Era o sorriso mais belo que ele alguma vez vira. Algo capaz de dar luz à escuridão.

Todos os observavam. Todos se admiravam com a beleza da futura princesa e com a sua delicadeza.

Todos excepto Aureola, que, oculta no meio da multidão, fervilhava de raiva.

 

Gostaram das minhas escolhas? E das plaquinhas?

Quero voltar a agradacer a todas pelas fantásticas participações, em breve lanço novo concurso!

Beijinhos, boa noite :)

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