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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Ela era uma típica rapariga, ou assim a consideravam. Era dona de um longo cabelo avermelhado, que usava enrolados numa longa e grossa trança, acompanhados por um singular par de olhos castanhos, brilhantes. Escondia o seu pequeno, mas curvilíneo corpo com calças ligeiramente folgadas e camisolas de estampados bastante discretos. Ela era a miúda tímida, que se escondia do mundo e que não queria ser notada.

Ele era o rapaz que tinha todas as raparigas na palma da sua mão. Era possuidor de um cabelo negro selvagem, onde passava as mãos sedutoramente. Os olhos dele eram da cor da natureza, verdes ofuscantes. Fazia questão de salientar os músculos cuidadosamente trabalhados  com t-shirts e camisas justas, acompanhados por umas calças modernas e umas sapatilhas caras, que metiam cobiça aos outros. Ele gostava de ser desejado por todas, gostava de ser a celebridade.

Mariah e Justin eram apenas mais duas pessoas no mundo, que viviam em "bolhas" completamente diferentes. Até uma estranha e misteriosa noite.

Numa sexta-feira, Mariah é convencida pelas amigas a retirar os olhos e o nariz dos livros e ir divertir-se para um bar bastante popular naquela zona. Ela decide soltar a sua companheira trança e, diferente do normal, opta por vestir um vestido preto justo e uns sapatos vermelhos. Ela estava uma autêntica sedutora.

E, trajada daquela maneira, dirige-se ao dito bar. As amigas elogiam-na e as rivais ficam cobertas de inveja. Ela sente que os olhares masculinos estão todos em si. Um leve rubor cobre-lhe as faces, mas por pouco tempo; bastou o seu olhar bater no dele para o seu pequeno corpo explodir em chamas. E ele não estava muito diferente. De repente, todas as raparigas e mulheres daquele local desapareceram, e apenas ela interessava.

Dançaram juntos, após as apresentações formais, e Justin cada vez mais sentia que aquela rapariga plantou a sua semente no coração dele; ela era a tal. Para sempre, só existia ela para ele.

Ela estava em combustão. O cheiro dele era másculo e estava a endoidece-la. Tomando uma coragem desconhecida, ela beija-o. Um beijo forte, que foi arrastado para fora do bar, para dentro do carro dela e que culminou numa união de corpos e numa explosão de prazer no quarto da mesma. Quando ela adormeceu, com um sorrisinho estampado na cara, ele vestiu-se e chamou um táxi para ir para casa. Mas antes, deixa-lhe um bilhete de papel com o seu número de telemóvel.

No dia seguinte, Mia, apelido carinhoso dado pelas amigas, manda uma mensagem a Justin, a pedir-lhe para este se encontrar com ela no refeitório escolar. O rapaz, radiante, decide comprar um ramo de flores coloridas, para se declarar à rapariga dos seus sonhos; aquela que passava a vida a ler romances históricos, a desenhar corações nos cadernos, a suspirar pelos cantos. No refeitório, ambos sentaram-se na mesma mesa. O rapaz pronuncia, em alta voz, que está apaixonado por ela e que deseja ardentemente que ela seja a sua namorada.

O pessoal da escola estava todo boquiaberto com a reforma do conhecido mulherengo. Mas ninguém contava que a considerada doce e crente no amor Mariah pronunciasse estas palavras:

 

-"Foi apenas uma excitante aventura e apenas quis apagar a chama breve que explodiu no meu corpo. My sex was on fire last night Justin, apenas."

 

 

E com que objectivo vos contei hoje esta história? Pois esta exprime uma lição valiosa que eu aprendi à anos e que é a base dos meus ideais e princípios.

NUNCA coloques um rótulo em ninguém! As pessoas acabam sempre por nos surpreender. E nunca são o que realmente julgamos que são. A vida é uma caixinha de surpresas.

 

(ficção)

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