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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

 

Para mim, amar outra pessoa não é uma doença, nem uma incapacidade. Ou pelo menos, não deve de o ser. Amar é completar o outro, e não submeter-se às suas vontades e desejos. Amar é ouvir e ser ouvido, sentir e ser sentido. Quando sentimos amor, as mãos devem transpirar, os olhos devem brilhar, o coração deve palpitar quando a nossa alma gémea está por perto. Quando sentimos amor, as memórias devem de ser brilhantes, a saudade deve ser forte e as lágrimas não devem de existir quando a nosso espírito semelhante está longe. Todas as pessoas devem de sentir amor, pelo menos, uma vez na vida. Acordar acompanhado, sentir aqueles abraços calorosos, aqueles beijos sem fim. Ouvir um «eu amo-te» sussurrado no ouvido ou gritado no meio de uma multidão. Mas isto é pedir a perfeição. Eu cada vez mais acredito que este amor que eu tanto teimo em procurar não existe. As pessoas são egoístas, e por mais que afirmem que amam só uma pessoa, partilham os seus corpos com outras. As pessoas ficam com o ego inflado quando se apercebem que tem poder sobre outra pessoa; gostam de humilhar e sujar os sentimentos dos outros, e a sua entrega total. Porque um homem que trai, no meio dos homens, é um herói, e uma mulher que traí é uma meretriz. Pensar desta maneira é errado, muito. Mas é a sociedade, e a minha sincera opinião.

O mundo é podre, porque ainda existem pessoas mentirosas e impostoras. Não existe o respeito e a compreensão. É como procurar uma flor brilhante no meio das podres, ou uma agulha no meio de um palheiro: encontra-se muita perversão e apenas raras preciosidades. É assim, o amor. O que dizem ser o mais belo sentimento do mundo. Um sentimento que se disfarça e esconde a sua fealdade.

 


 

p.s.: Estou de volta, graças a deus. Infelizmente, fiquei sem internet durante um mês, e demorou este tempo todo para que me viessem consertar este problema técnico. Peço imensas desculpas pela minha ausência. Prometo que, a partir de hoje, e sempre que eu puder, irão ler por aqui imensos textos novos, porque eu escrevi imenso (à mão). Este texto é o primeiro de muitos.

p.s. (2): Novo visual, nova playlist. O que acham?

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