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Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Adeus.

Eu sei que isto não é a maneira mais tradicional de começar a escrever uma carta, mas eu duvido que algum dia vais ler isto, mesmo que eu te peça. Quero-me despedir de ti, e deixar todas as amarguras que acorrentam o meu coração no passado. E tu sempre afirmaste que escrever era a maneira mais certa que eu tinha de transmitir os meus sentimentos, ordená-los, dar-lhes realidade. Eu gostei de ti. Eu adorei-te. Eu amei-te. Eu era completamente obcecada por ti, como um bêbado é obcecado por um copo de álcool ou como um toxicodependente que precisa da sua dose diária de droga para saciar o seu vício. E provavelmente, vou precisar de reabilitação, para curar a minha obsessão. E não me torno mais fraca do que tu por admitir que preciso de ajuda. Porque agora até posso estar mais debilitada, mas com auxílio, brevemente, vou-me tornar mais forte. Nunca mais vou-me deixar enganar, nem por ti, nem por ninguém. É muito lindo amar, e eu iludi-me com o lado cor-de-rosa deste sentimento, até porque todas as pessoas que me rodeavam incentivaram-me a tal. Mas quando eu percebi que tu eras o monstro que estavas a nutrir-se da minha alma, eu caí num buraco fundo e escuro; escondi-me do Mundo, porque tinha medo de admitir que a nossa paixão fracassou. E enquanto tu parecias feliz e rodeavas-te de novas companhias, eu renegava as pessoas que amo e preferia fazer de conta que tudo estava bem e que eu estava satisfeita com tudo. E quando tu voltavas, eu dava-te o meu melhor sorriso, na esperança que tu nunca mais te fosses embora. Mas tu deixavas-me sempre. E isto repetia-se, como um ciclo sem fim, e eu era parva por não perceber que estava a ser usada. Usada pela pessoa que dizia que me amava.

Mas sabes uma coisa, darling? Nunca mais vais encontrar a mesma Cátia à tua espera. Eu não quero mais esta vida, porque eu sou melhor do que tu. Posso ter demorado o meu tempo a perceber isso, mas nunca é tarde demais. Nunca mais quero as tuas palavras carinhosas, os teus abraços calorosos, os teus beijos macios, NUNCA MAIS. A porta do meu coração, para ti, está fechada a sete chaves, e eu atirei a chave ao mar. Eu sei que, futuramente, vou encontrar alguém mais merecedor da minha essência. Não mereço ser destruída por ti, mas sim amada e preservada.

 

Por isso, despeço-me de ti, sem amarguras, sem dores, sem nada. Eu não quero nada teu, a não ser as lembranças que cada vez estão mais desfocadas na minha mente, porque eu afirmo, com toda a certeza, que não te amo mais, nem nunca mais te vou amar.

 

Até nunca.

Cátia.

 


 

p.s.: As minhas notórias desculpas pela minha ausência, mas a minha avó foi operada ao coração e eu tenho estado com ela. E se não estou em casa dela, estou com as minhas amigas, com os meus familiares ou a fazer alguma coisa que me impeça de vir até aqui. Nas tardes em que eu tenho ficado em casa dos meus avós, eu escrevi bastantes textos, várias one-shots e alguns capítulos para a After Breaking Dawn, mas esqueci-me do caderno por lá. Amanhã eu vou buscá-lo e, se estiver mau tempo para ir à praia, eu venho até aqui postar. Eu até deixava posts pré-programados, mas não sou grande fã disso, porque gosto sempre de retribuir os vossos comentários antes de postar.

p.s.(2): Para aqueles que perguntaram, este post não é ficção, estas palavras reflectem mesmo o que eu estou a sentir no momento.

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