Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

Endless Words

"Escrever é como abrir gaiolas: coloco as palavras em ordem, descubro a senha do cadeado, liberto os pássaros. E os sentimentos."

O meu título hoje diz tudo. A vida é um autêntico abrir e fechar de olhos, então porque decidimos andar nela a meio gás? Pareço uma doida varrida...no ultimo post que aqui fiz falava das minhas inseguranças, neste vou transmitir-vos uma mensagem com a qual quero viver no meu quotidiano e que penso ser a chave para uma vida satisfatoriamente plena e feliz. Vivam a vida sem medo de viver. Gostam de alguém? Arrisquem. Querem mudar algo subitamente? Força nisso. Querem gritar ao Mundo aquilo que realmente são? Vão ao topo mais alto e rebentem com a vossa voz (sentido figurativo, claro). Ter segurança em nós próprios implica admitirmos aquilo que sentimos, pensamos, queremos e desejamos, principalmente e penso que esta nova sociedade está a confundir esta segurança em nós próprios com o ter "corpos bonitos para usar crop tops e postar fotos nas redes sociais a mostrar o que Deus lhes deu". Não existe nada mais feio do que esta falsa segurança e nada mais bonito do que ter a capacidade de ser atraente por dentro...por isso, não desistam de vocês, mimem-se da forma que mais vos agrada e sejam naturais e livres. Não se contentem em ser mais uma ovelha ranhosa do rebanho cinzento e aborrecido, pois por mais que vos critiquem e apontem o dedo por serem originais e diferentes, um dia irão encontrar aquilo que desejam...acreditem, eu SOU diferente e nunca desisti: e afirmo que, mesmo com todas as pedras e buracos da estrada poeirenta que atravesso, eu sou feliz. Feliz a cores, não a preto e branco. 

 

j.jpg

 

Qual é a pessoa que nunca sentiu sentimentos de insegurança pessoal? Que nunca temeu que os velhos fantasmas e farrapos emocionais voltassem ao presente, nem que sejam por breves minutos ou horas? É deveras injusto sentir que o Mundo é tão frio e despido de sentimentos, que existem pessoas que não temem atingir e magoar outras, seja por que meio for...não olham a despesas nem obstáculos, simplesmente disparam e esperam que o tiro atinja o alvo. Sinceramente, já queria ter desabafado isto por aqui, mas faltava-me a coragem de escrever o que sinto, porque isto significa que a minha armadura voltou a falhar e que ainda precisa de reforços pessoais e emocionais. A pessoa ousada que disparou o tiro feriu-me, mesmo que eu nunca a tenha conhecido ou visto sequer, mas a realidade é que eu tomei a decisão de acreditar na versão contrária aquilo que ela me apresentava...e sinto-me bem com essa decisão, sinto-me feliz com a forma que escolhi ultrapassar a tempestade. Mas depois a tempestade traz sempre uma certa escuridão ao coração, que por mais que eu a tente ignorar e fazer até troça dela, não a consigo ultrapassar em determinados momentos do meu quotidiano. E se calhar penso que estou a lidar com isto da forma errada...não contar a ninguém não me ajudou em nada até agora e estou a regredir a uma fase da minha vida em que não lidava com os sentimentos negativos apenas porque estes geravam-me desconforto ou dor. Temo ter aberto em demasia o meu coração, talvez como nunca o fiz, sendo que aprendi agora que a vulnerabilidade provém desta mudança radical que fiz. Não me arrependo de ser uma pessoa mais conectada com as minhas emoções, mas tenho de aprender a defender-me mais emocionalmente das pessoas que merecem isso. Um dia de cada vez, certo? A vida não teria piada se fosse um trajecto de recta infinita...e eu começo a encarar os obstáculos como uma pequena guerreira, com os meus próprios punhos e com toda a minha força interior. Quando cair em batalha...eu volto a erguer-me, pois a minha (curta) vida encarregou-se de me ensinar isso - e nem sempre da melhor maneira.